O título "Equilibração" refere-se a um fator que considero essencial no desenvolvimento cognitivo. A fim de compreender o papel deste fator, devemos relacioná-lo a fatores clássicos que sempre têm sido considerados pertinentes no desenvolvimento cognitivo. Há três desses fatores clássicos: 1) as influências do ambiente físico, a experiência externa dos objetos; 2) o que é inato, o programa hereditário; e, 3) transmissão social, os efeitos de influências sociais. Está claro que os três são importantes no desenvolvimento cognitivo....Cada um deles implica o fator fundamental da equilibração, no qual colocarei ênfase especial....
Parece-me que há duas razões para colocar este quarto fator. O primeiro é que uma vez que já temos três outros fatores, deve haver alguma coordenação entre eles. Esta coordenação é um tipo de equilibração. Segundo, na construção de qualquer estrutura operacional ou pré-operacional, um indivíduo passa por muitas tentativas e erros e muitaos regulações que envolvem em grande parte a auto-regulação. Auto-regulação é a própria natureza dao equilibração. Essas auto-regulações entram em cena em todos os níveis da cognição, incluindo o próprio nível mais inferior da percepção.
Começarei com um exemplo a nível de percepção. Temos estudado algumas ilusões de ótica, pedindo a indivíduos que façam julgamentos perceptivos de uma ilusão de ótica. Por exemplo, usamos com freqüência a ilusão de Müller-Lyer, uma ilusão da diagonal do losango, que é sempre subestimada.... O sujeito tem que julgar se a variável é mais curta, mais longa ou igual ao modelo padrão. Sempre admirei a paciência de uma criança com menos de sete anos que passa por 20,30 ou 40 apresentações por vez.
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Luis Fernando Acosta Marmontel foi quem traduziu o texto acima.
Aí vai o recado dele:
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